By Olívia


 
 

Bookshelf.

Livro de Infância: Como não sou tão velha assim, acho que os Harry Potter's podem muito bem ser escolhidos. Mas, se a categoria não permitir os lidos depois dos nove, acho que Fábulas de Esopo e a Coleção Vagalume são as lembranças mais fortes.

Personagem que queria ser: Quando menor, eu tinha uma certa Síndrome de Hermione. Hoje em dia, gosto do meu próprio corpo.

Primeiro livro enorme que lembra de ter lido: 'Tróia, o romance de uma guerra.' Achei gigante quando li.

Filme que ficou melhor do que o livro: Ainda não me deparei com esse, justamente por preferir páginas a telas.

Livro que te fez sonhar acordada: A série A Mediadora. Não sei bem por que, acho que gosto de espíritos e perseguições.

Livro que te fez chorar: A Menina Que Roubava Livros. Se eu disser o motivo, vai ser meio que um spoiler.

Livro que te fez rir: Marley & Eu. Não gosto de cachorros, mas simpatizei com o Marley.

Livro que mudou a sua vida: A Arte da Guerra. E NÃO, eu não li depois que vi o Diego Alemão enfiando a cara nele durante o Big Brother.                                         

Livro que te causou dor: Lua Nova. Odeio deixar livros pela metade, mesmo sendo mal-escritos.
 
Livro de cabeceira: O Pequeno Príncipe. Cliché.

Livro comercialzão: Anjos e Demônios. Dan Brown é bom no que faz, inegável.

Querido escritor: Carlos Drummond de Andrade. E olhe que nem gosto tanto assim de poesia.

Sente vergonha por não ter lido: Fiódor Dostoiévski, Crime e Castigo.

Não suporta: Paulo Coelho, depois do sucesso.

Para os apaixonados: P.S.: Eu Te Amo.

Livro sensual: Gabriela, Cravo e Canela.

Para quando quiser ficar feliz: Calvin sempre.

Para quando faltar esperança: O Fantasma da Ópera. Sempre me transmitiu paz, chegando ao final.

Livro que ganhou e nunca leu e nem vai ler: O Caçador de Pipas. Nunca, de forma alguma.

Para quando for preciso paciência: O Vendedor de Sonhos.

Livro que comprou e nunca leu: Meu dinheiro curto sempre permitiu que eu terminasse todos os livros que me dei de presente com uma folga enorme de tempo.

Biografia: Não gosto.

Para garotas: Acho que o único livro 'de garotas' que li foi "Coisas Que Toda Garota Deve Saber".

Difícil: Iracema. Não preciso dizer por quê.

Para quem gosta de escrever: Qualquer um de Graciliano Ramos. Nada mais que o necessário.

Leitura de teatro: Ariano Suassuna e Shakespeare, óbvio.

Conto gostoso de ler: Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector.

Não conseguiu terminar: Lua Nova, por motivos nem tão óbvios assim.

Está na fila: O Vendedor de Sonhos.

Livro que daria de presente: O Pequeno Príncipe; sempre se sabe como alguém encara a vida de acordo com os comentários feitos sobre o livro.

Pérola encontrada nos sebos: Coleção Vagalume, com livros de Marcos Rey.

O que está lendo agora: Porra nenhuma, por causa dessa merda desse vestibular dos infernos.


→ 18:16:09 na categoria: Bem ou Mal Escritos
 

Vestibular e UOL.

Me desculpem por criar um blog e, tão rápido, abandoná-lo.
Provas, provas e provas não me deixam outra escolha.
Em outubro, talvez dezembro, eu volto.

De qualquer forma, ainda tenho msn. Às queridas, de quem vou morrer de saudade, o endereço para eventuais crises de abstinência: oliviadicarli@hotmail.com

Sentirei saudades,
Olívia.

 

PS: O UOL só me deixa postar novamente depois de outro blog criado. Ah, mas eu não consigo ir embora. Não, não consigo.


→ 19:10:24
 

 
 

Deceptive.

     É muito bom confiar nas pessoas que estão a sua volta. É ótimo se sentir querido, importante e essencial em um lugar onde você ama estar. É maravilhoso poder olhar pra trás e ver que sua decisão de acreditar no melhor de cada um foi correta e proveitosa. Pena que comigo não fosse assim.

• • •

     Havia horas eu estava esparramada na cama, remoendo melancolicamente todo o azar que tinha de ser eu mesma, como qualquer transtornado-bipolar-em-fase-baixa normal.
     Meu namorado morava a infelizes dois mil quilômetros de distância e não podia perder aulas pra me ver antes do meu aniversário. Meu melhor amigo se recusava a me dirigir a palavra por se achar a pessoa certa para o meu futuro e também estava bastante longe. Meus dois amigos-pra-caralh* da cidade eram um hiperativo e uma cética, que representavam 50% do contingente terceranista que me diriga a palavra na escola. Diga-se de passagem, nenhum deles estava na minha sala.
     Sim, a sala do verão, que eu imaginava ser um grande progresso na minha tentativa de socialização. Aquela do nerd simpático e da garota com probabilidades enormes de ser minha amiga. Aquela em que, depois de algumas semanas com oportunidades frustradas, ninguém falava comigo mais do que o necessário ou sequer percebiam que eu existia ali, na terceira cadeira da última fileira. Aquela onde as fofoqueiras de plantão insistiam em se agrupar na minha frente e impedir que eu assistisse as aulas ou ouvisse o que o professor dizia mais claramente que as novidades da semana. Aquela que, fatalmente, virou um inferno.
     É muito triste não poder confiar nas pessoas que estão a sua volta. É horrível não se sentir querido, importante e essencial em um lugar onde você já detesta estar. É deprimente olhar pra trás e ver que sua decisão de acreditar no melhor de cada um foi simplesmente estúpida e sem sentido. Graças aos céus, eu descobri cedo o suficiente que se esparramar na cama não resolve problema de ninguém e as coisas não são mais assim.

• • •

     Se prepare, Caio, porque eu vou te perturbar muito na NOSSA turma. Muahaha.


→ 22:07:31 na categoria: Egocentrismo
 

 
 

Religous thriller.

     Na boa, eu não curto filmes de terror. Não só porque a falta de criatividade chega a machucar ou porque os rostos bonitinhos dos monstros e serial killers ficam pairando na minha mente, principalmente depois das 23hrs, mas também porque, se eu quisesse uma aula de moral e bons costumes, eu ia diretinho pra a igreja.
     Cara, eu tô falando sério. Quem já assistiu Jason 1, 2, 3, 4, n! entende o que eu tô tentando dizer. Esses filmes de massacre sempre começam com um grupo de jovens que vão pra uma mata escura no meio da noite, fazer não-sei-o-quê. Às vezes até aparece até aquele mais saidinho que leva a erva e o fogo! Quando eles chegam no 'point', vários casais se afastam e vão pra não-sei-onde. É aí que o Jason chega e sai matando todo mundo.
     Ah, não, não todo mundo. Ia esquecendo que tem sempre aquela mocinha virgem, pura, que foi pra a festa só pra brincar com os amiguinhos, e o cara que gosta dela desde a primeira série, mas nunca foi notado e só quer o bem dela. Apenas essas duas criaturas de coração puro e moral inegável são capazes de acabar com o malvadão do Jason e salvar quem ainda (porventura) estivesse vivo.
     Pra mim, Jason é criação de um religioso bem espertinho. Qual foi?! A mensagem é bem clara: Não dê antes da hora, senão o Jason vai te pegar.


→ 19:59:31 na categoria: Impressões
 

 
 

Hard work.

     Sempre achei lindo ser professor. Não, nenhuma relação com todas as homenagens e coisas legais que os alunos do meu pai fizeram pra ele ou com o fato das pessoas mais inteligentes e interessantes que eu conheci ensinarem Línguas, Literatura ou História. Eu poderia muito bem achar lindíssima a Medicina também só pelas conversas da dona Lígia, mas seria realmente complicado pra uma hemofóbica almejar a sala de cirurgia. Melhor mesmo a sala de aula: tem todo o glamour de ser mentor, educador, guia. De ter pessoas te ouvindo e saber que muito provavelmete você está contribuindo para a formação moral e mental delas.
     Mas na prática, cá pra nós, ô coisinha difícil!
     Eu estava esperando a criaturinha há meia hora. A mãe dele, um amor de pessoa, já tinha me oferecido bolo, guaraná, biscoito, suquinho, fruta... Recusei, tinha acabado de almoçar (porque sim, professores iniciantes geralmente almoçam depois das quatro).
     Quinze minutos depois, me entra na sala já bem arrumada aquele protótipo de gente. Ninguém nunca diria que tinha 15 anos, pequeno como era, nem que era malandro que só ele! Fazia cara de anjo enquanto a mãe se retirava.
     - Tá bom, Júlio, vamos começ...
     - Professora, calma. - Olhou pros lados, checando se a mãe já não estava mais lá mesmo. - Temos que conversar antes, sabe, um assunto muito sério.
     Tirou alguma coisa do bolso, colocou na mesa e arrastou pra mim. Nessas horas, lembrava muito o pinguim-líder de Madagascar.
     - A senhorita tem que me prometer que não vai comentar com a minha mãe sobre as respostas da minha prova. - E descobriu a nota de cinquenta. Oh, my. Eu mereço. - É uma troca.
     - Olha, Júlio, não quero o dinheiro.
     - Mas minha mãe não pode saber o que e...
     Olhei pra ele séria. Qual é, eu tinha ou não que ganhar a confiança do meu aluno? - Não vou contar, mas não quero o dinheiro. Vamos ver sua prova e revisar o que foi mais difícil, sim?
     Meio receoso, ele me entregou as quatro folhas soltas e amassadas.

     O que foi a Festa do Chá de Boston?
     R: Uns cara chamaram uns soldados pra uma reive e no meio da festa um engraçadinho colocou laxante no chá com Smirnoff no outro, aí ele foi pra o banheiro e passou o dia lá por isso ficou conhecido como a festa do chá de Boston. [sic]
 
     Ok. Percebi que devia ter aceito o dinheiro.


→ 22:49:26 na categoria: Impressões
 



Maria Olívia.

Tenho crises de insônia, preguiça de arrumar o quarto e matéria acumulada pra estudar. Escovo os dentes e tomo banho todos os dias, já disseram que eu cheiro a baunilha. Costumava colecionar conchas, mas hoje prefiro os livros. Tenho plena consciência de que deveria assistir às notícias ao invés de desenhos animados. Mais cedo ou mais tarde, eu vou bagunçar tudo. Não se preocupe, sempre acabo dando um jeito! A lição mais importante que aprendi até hoje foi também a mais difícil de todas: não se pode confiar em ninguém.

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